O que é?
A Comunicação Interatrial (CIA) é uma cardiopatia congênita (defeito no coração presente desde o nascimento). Ela permite que o sangue oxigenado localizado no átrio esquerdo passe para o átrio direito e misture-se com o sangue pobre em oxigênio, aumentando assim a quantidade de sangue que vai para os pulmões. Este fenômeno se dá, pois entre os dois átrios há um ou mais orifícios que comunicam essas metades.

O que acontece antes do procedimento?
O paciente será acompanhado pelo corpo de enfermagem, que irá questionar sobre os antecedentes de doenças, medicações de uso regular e alergias. Pessoas com diabetes, insuficiência renal e alergias deverão ter maior atenção.

Como é realizado?
A técnica Endovascular utiliza os mesmos princípios da angiografia: um tubo bem fino e flexível é introduzido na virilha do paciente para acessar sua veia e navegar através dela até chegar dentro do coração onde um pequeno dispositivo é colocado no local da CIA, fechando assim essa comunicação. Este material que fica permanentemente no paciente é comprovadamente seguro, não causa reação ao organismo e nem rejeição. Esta técnica permite uma recuperação mais rápida, com ausência de cicatriz, menos risco de infecção e breve retorno às atividades do dia-a-dia.

Quem o realiza?
Médico cardiologista com treinamento específico em Hemodinâmica e Radiologia Intervencionista.

Quando a CIA é indicada?
A maioria dos portadores de CIA não possui sintomas até a idade adulta. Porém, quando presentes podem variar de acordo com a localização e o tamanho do orifício. Falta de ar, cansaço, respiração rápida e palpitações (arritmias) são os sintomas mais encontrados. Seu médico pode suspeitar da presença de CIA através de uma avaliação e exames de rotina, porém confirmará o diagnóstico através de um ecocardiograma ou cateterismo cardíaco.

Onde é realizado?
No Laboratório de Hemodinâmica e Radiologia Intervencionista do Instituto Santista de Hemodinâmica (ISH).

Qual é a duração do exame?
A duração média do exame é 1 hora e 30 minutos. Porém, em alguns casos, o procedimento poderá durar mais tempo, em virtude da dificuldade técnica do exame (ex.: variações anatômicas, etc). Após seu término, o paciente deverá ficar um dia na UTI e um dia no quarto, e na maioria das vezes recebe alta em seguida. Pede-se que evite fazer esforços físicos, carregar peso e dirigir por 03 dias após o exame.